Policiais da DIN do DENARC/RS prendem traficante internacional que era foragido número 1 do estado

Em ação realizada no Rio de Janeiro, Policiais Civis da 3ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (DIN), do Denarc, prenderam um foragido investigado por tráfico internacional de drogas e incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. Fernando Luiz Doval Junior, que estava escondido em Orlando, nos Estados Unidos, desde o início do ano, foi preso em um restaurante na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A prisão foi realizada na última segunda-feira (16) com o preso sendo transferido para Porto Alegre no mesmo dia.

Investigação de grupo criminoso, pelo DENARC, teve início em 2021

O grupo chefiado por Fernando Doval é investigado desde 2021. Na ocasião, a Polícia Civil prendeu seis pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha investigada por transportar drogas do Paraguai para o RS. Durante essa investigação, o traficante foi alvo do Denarc, sendo preso por operar aeronaves que traziam cocaína ao estado. Além disso, houve o sequestro judicial de uma dessas aeronaves.

Em 2022, o investigado foi um dos principais alvos da operação Kraken, deflagrada pela 1ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, em que mais de 1.300 policiais cumpriram 1.368 ordens judiciais contra a maior organização criminosa do Sul do país, na qual o investigado exerce papel de liderança. Em razão dessa investigação, em que houve o sequestro judicial de 38 imóveis e 115 veículos, também foram sequestradas judicialmente duas aeronaves utilizadas pelo traficante no transporte de drogas. Ele também operava um grande esquema de lavagem de dinheiro com a utilização de pedras preciosas, buscando por vezes diamantes e esmeraldas na Europa e na Índia. Também foi possível apurar a conexão de Fernando Doval com o Cartel Mexicano de Sinaloa, em que um dos seus contatos transportava cocaína pela América do Sul e Central com a utilização de um submarino.

Após conseguir soltura, traficante ampliou sua articulação internacional

Na ocasião da deflagração da operação Kraken, em abril de 2022, Fernando Doval obteve uma ordem judicial de soltura da operação anterior do Denarc e logrou êxito em fugir do país. O acompanhamento constante do DENARC, apurou que ele tinha fugido para os EUA, montando sua base logística em Orlando/Flórida. No exterior ele se aliou a um americano e montou uma empresa de aluguéis de veículos na Flórida, utilizada para lavagem de dinheiro. Lá, levava uma vida de alto luxo, fazendo viagens em barcos de alto padrão e frequentando locais de encontro de celebridades.

Com a ramificação de seus contatos e o aumento da base logística, o traficante aumentou de forma exponencial sua capacidade operacional, sendo que atualmente dominava a rota de tráfico aéreo de drogas no Estado do Rio Grande do Sul, introduzindo mais de 400kg de cocaína por semana no estado. Com alta capacidade financeira, o investigado passou a integrar a cúpula do grupo criminoso, sendo inserido, recentemente, no alerta vermelho da Interpol, que permite que criminosos de repercussão internacional sejam capturados no exterior.

Após conseguir fugir das autoridades americanas e da Polícia da Guiana Francesa, traficante foi preso pelo DENARC/RS no RJ

Fernando Doval já havia conseguido fugir das autoridades americanas, em uma tentativa de prisão em um aeroporto no país. Logo após, ele tentou voltar ao Brasil. Sua ideia era seguir, em uma lancha de luxo, dos Estados Unidos até Itajaí. No entanto, ao fazer uma parada na Guiana Francesa, foi identificado pela polícia local, mas ele novamente conseguiu fugir em um bote e voltou de ônibus até o Brasil. Em janeiro, através de uma troca de informações entre a inteligência da Polícia Federal e o DENARC, os policiais civis gaúchos descobriram que o fugitivo se encontrava em território brasileiro. A equipe de investigação apurou que ele estava escondido em um condomínio de luxo na Zona Leste do Rio de Janeiro.

Imediatamente, a Chefia de Polícia disponibilizou um avião da Polícia Civil gaúcha para que os Agentes Daledier Jorge e Para Muniz Neto, acompanhados do Delegado Gabriel Borges, seguissem para o Rio de Janeiro. Após monitorar a situação e localizar o foragido, a equipe da PC escolheu abordar Fernando Doval em um restaurante na Barra da Tijuca. Na última segunda-feira, após mais de um ano de um exaustivo trabalho de investigação, o traficante foi preso por Policiais Civis gaúchos à paisana, utilizando camisas de times de futebol do Rio de Janeiro. Por avaliar que era uma ação de alto risco, a equipe do DENARC realizou a prisão procurando não colocar em perigo a segurança dos agentes e das pessoas que estavam no restaurante. Os policiais conseguiram chegar ao lado do traficante, sem chamar a atenção, dando voz de prisão e efetuando a prisão. Do restaurante, os policiais levaram o traficante diretamente para o aeroporto e o trouxeram para o Rio Grande do Sul.

Prisão de traficante mostra a capacidade da Polícia Civil gaúcha

O Presidente da UGEIRM, Isaac Ortiz, ressalta a importância da prisão efetuada pelo DENARC. “Esse traficante operava um grande esquema de tráfico de drogas, armas e diamantes. Abastecia boa parte das facções criminosas e trazia armas de grande calibre, inclusive armamento de guerra, que serviriam para aterrorizar a sociedade. Por isso, devemos parabenizar a equipe da 3ª DIN do DENARC, que realizou um exaustivo trabalho de investigação e, com uma ação precisa, prendeu o foragido número 1 do estado. Essa prisão demonstra como a valorização dos (as) Policiais Civis não é um gasto, mas um investimento que traz grandes resultados para a sociedade do nosso estado. Esperamos que o governo saiba reconhecer o trabalho de excelência que a Polícia Civil gaúcha executa”.

Ortiz faz questão de parabenizar cada um dos agentes que participou das investigações e da ação no Rio de Janeiro: “em nome da UGEIRM, parabenizamos os agentes Daledier Jorge e Para Muniz Neto, que foram ao Rio de Janeiro, e os (as) policiais Luciano da Silva, Iva Saulo Stefanello, Amanda Beatriz Stein e João Paulo Soares Paes, que ficaram na base dando todo suporte à operação”.

Veja, abaixo, o momento da prisão

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